Coragem nos relacionamentos

Na relação com qualquer pessoa estamos sujeitos a reações desagradáveis ao nosso comportamento. Assim, muitas vezes deixamos de fazer ou dizer coisas importantes para evitar a reação desagradável da outra pessoa.

Uma esposa pode não dizer ao marido que deseja ser mais respeitada em certas ocasiões. Um filho pode não dizer ao pai o quanto se sente magoado quando este lhe chama a atenção com palavras depreciativas. Um amigo pode não dizer ao outro que deseja que este pare de fazer piadas sarcásticas.

Evitando dizer, evitamos reações desagradáveis, evitamos problemas, mas também criamos problemas. Eu explico melhor…

Se a esposa não exige respeito, é provável que o marido continue desrespeitando-a. Se o filho fica em silêncio quando o pai lhe chama por alguma palavra depreciativa, é provável que o pai continue lhe chamando assim. Se não se comunica ao amigo que piadas sarcásticas incomodam, é provável que ele continue sendo sarcástico.

E assim cada um deles – esposa, filho, amigo – continuam com seus ressentimentos e com o problema no relacionamento acontecendo. Falar pode gerar algum tumulto sim, o outro pode não gostar, mas aumenta muito a chance de você obter o que quer, ou seja, de o outro mudar o comportamento em relação a você.

Por isso é preciso coragem!

Coragem para se arriscar na relação, para falar o que é importante para você, correndo o risco de desagradar a outra pessoa, mas possibilitando a solução do problema na relação, e aumentando a chance de que experiências agradáveis também aconteçam.

De repente, o marido começa a respeitar mais, o pai chama o filho pelo nome ou por apelidos carinhosos, e o amigo passa a fazer brincadeiras respeitosas e até engraçadas.

Tudo bem, nem sempre será lindo assim. Mas o problema nem sempre é com você. Muitas vezes, por mais habilidoso que você seja, o outro também tem muito a aprender sobre como se relacionar.

Então, agora eu deixo algumas perguntas para você refletir. Se quiser, pode escrever essas respostas para você, eu acredito que pode te ajudar.

  1. Em algum dos seus relacionamentos você evita falar coisas importantes?
  2. Se sim, o que você gostaria de dizer, mas não diz?
  3. O que você imagina que aconteceria, ou como você imagina que a pessoa reagiria, se você dissesse essas coisas à ela?
  4. De que outras formas, mais habilidosas, você poderia comunicar isso à pessoa?
  5. Quais os momentos possivelmente mais apropriados para você fazer isso? Ou seja, em quais momentos, se você comunicar isso, há uma chance maior de você ser compreendido?
  6. Agora, exercite a coragem, experimente. É um direito seu.

Reafirmo que não é simples e nem fácil como parece, mas é importante. O item 4 trata da maneira como você pretende comunicar, mas nem sempre sabemos como fazer, ou nem sempre percebemos os problemas em nossa própria comunicação. O item 5 demanda identificar e escolher momentos mais apropriados para conversar, porque nem todos os momentos são bons.

Por isso a psicoterapia é tão relevante quando o assunto é dificuldade em relacionamentos. A Psicoterapia Analítica Funcional, mais especificamente, é um modelo de tratamento com foco em relacionamentos.

Psicóloga Mônica Camoleze – CRP 08/15023

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